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domingo, 12 de maio de 2013

PANOS DE PRATO VI

Quando iniciamos o “Projeto Pano de Prato” e o “Grupo de Costura” a ideia era só fabricar algo que pudesse se transformar em fundos para a construção do abrigo para idosos. Mas, a cada dia que passa, percebemos como as raízes deste trabalho se espalham e vão envolvendo pessoas e nos proporcionando lições de vida e oportunidades de aprendizado e crescimento.

Quero, hoje, fazer duas homenagens. A primeira é para a Carminha e a segunda para a Eneida.

Carminha, uma formiguinha (ela é miudinha mesmo), quietinha, no seu canto, faz as bainhas de TODOS, repito T-O-D-O-S os panos ( na última exposição havia mais de 800!). Com extremo capricho, corta-os no fio e costura as bainhas com esmero. Um trabalho que não aparece mas, que sem ele, seria impossível darmos andamento ao projeto.

A Eneida é um exemplo de boa vontade, perseverança e superação. Ela tem parkinson e, quando as mãos permitem, vai tecendo lindos barradinhos de crochê. Devagarzinho, devagarzinho vai construindo sua história bonita no Grupo de Costura.
Estes panos que ficaram prontos, esta semana, têm o crochê da Eneida mas passaram, inicialmente, pelas mãos da Carminha! 





 Este barradinho, Eneida contou que foi inventando...

E mais panos de prato ficaram prontos! De grão em grão...

terça-feira, 5 de março de 2013

BARRADINHOS DE CROCHÊ PARA PANOS DE PRATO


Antes de mais nada, mais uma vez, esclareço que estou na alfabetização do crochê. Estes barradinhos foram feitos nos panos de prato bordados com coraçõezinhos de crochê mostrados no post anterior. Qualquer criatura, com mais intimidade com a agulha, certamente obterá resultados infinitamente superiores. Perdoem-me pois, a ousadia!

Ando praticando crochê com uma excelente professora russa: a Irina Astratenko. De quebra, estou tentando aprender a contar, pelo menos de 1 a 5, em russo... também tenho tentado adivinhar, se uma palavra que se pronuncia algo parecido com "curutchuco"  quer dizer “agulha de crochê” em russo... e o que será “pic-lú” ? Em suma, ando aprendendo crochê e me divertindo milhões com este idioma tão diferente do português.



Foi a Irina Astratenko quem me ensinou estes barradinhos . Se quiser, ela ensina para você também, aqui e aqui. 

Este outro barradinho segui um esquema publicado no blog da Érica  :


E, estes dois, aprendi com os paps da Maria Filomena aqui e aqui. Eles foram, propositalmente, tecidos em linha grossa pois eu queria um efeito mais rústico.



As professoras são ótimas e a aluna está interessada, então, vou me arriscando, praticando e, quem sabe, um dia - nem que seja na próxima reencarnação - chego lá !

domingo, 3 de março de 2013

PANOS DE PRATO II

O Grupo de Costura ganhou alguns metros de um ótimo tecido para panos de prato. Ele já vem com um barrado com trama para bordar. Acontece que, este tecido, estava manchado e os panos, já embainhados, tiveram que ser lavados e alvejados. Resultado: a trama do barrado abriu, os fios se misturaram e ficou muito difícil bordar. 



Como não podemos nos dar ao luxo de desperdiçar bons materiais decidi aplicar neles aqueles deliciosos coraçõezinhos de crochê. Comecei fazendo este, que já mostrei, aqui no blog:


E, agora, que descobri o “ovo de Colombo” com a cola para tecidos, fiz mais estes:









No primeiro pano, costurei, cada coraçãozinho, com pontinhos invisíveis (oh, chatice!) e não gostei do resultado, eles ficaram achatados, perderam o relevo do crochê. Aí, me lembrei dessa cola, fiz uma experiência e ela cola mesmo, nem lavando sai. Gostei tanto que fiz também as folhinhas.

A opção pelo ponto palestrina também é resultado de tentativas infrutíferas com o ponto cadeia e o haste (romanticamente chamado em Portugal de “ponto pé de flor”). Acho que as fotos das experiências  avalizam minha escolha, pois não?





Os barradinhos também têm história para contar mas, fica para outro post...

sábado, 26 de janeiro de 2013

BORDADO


Confesso ter uma cultura de bordados bem pequena.Sou quase uma analfabeta a respeito.Acho lindo o ponto cruz! Belíssimos o reticello e o hardanger! Chiquérrimo o richelieu e o crivo! Admiro outros mais  cujos nomes específicos  não sei. Acontece que, possuindo uma alma camponesa e, mineiramente caipira, minha inclinação maior e apaixonada é pelo bordado livre.
Até outro dia, achava que ele tinha este nome porque a bordadeira era livre para fazer o ponto que julgasse melhor mas, nas minhas pesquisas na net, encontrei a explicação: é um bordado feito sem  a contagem de fios da trama do tecido.
Meu primeiro contato com o bordado foi na infância: alinhavo, ponto haste, ponto corrente, caseado, ponto margarida, ponto paris. Só. Há uns três anos, decidi que aprenderia a bordar. A net me ajudou e eu recordei o que já havia esquecido, comecei alguns trabalhos, não tive tempo para me dedicar e parei.
Agora, decidi terminar todos os bordados começados  e não acabados. Além do mais, uma das metas estabelecidas pelo Grupo de Costura, para a próxima exposição, é conseguirmos muitos panos de prato bordados. Então, coloquei mãos, agulhas e linhas a funcionar.
Estes aí são bem simplesinhos, os primeiros bordados:



O barradinho é daqueles vapt vupt, quem me ensinou, mais uma vez, foi a Maria Filomena. Aproveitei para treinar o picot que, ainda, tenho muita dificuldade em fazer.

Agora o último. Na comparação entre os primeiros e este percebo minha evolução. Sensação boa demais!
O risco (ou padrão, como o Google traduz) é da Kelly Fletcher. A novidade são os nozinhos franceses do miolo. Aprendi agora!
O ponto palestrina é assunto para outro dia porque este post já está muuuuito grande.



O barradinho foi feito por uma companheira, a Soninha, amiga querida, lá de São Paulo.