O
contraste entre a suavidade de alguns frutos e flores e o rusticidade dos galhos e folhas das plantas, do serrado, exercem em mim, um encantamento todo especial.
Sabe
de uma coisa? Acho que eu estou é tendo um ataque de saudades lá da Serra da
Canastra.
Passei
a adolescência e parte da juventude sob o tacão do governo militar, depois
vieram as “diretas já”, eu vibrei, participei, votei!!! Torci por alguns
candidatos, me decepcionei com a maioria...
Como
num oroboro eterno (pleonasmo proposital) vi candidatos chegarem (ou infinitamente continuarem) prometerem,
prometerem, prometerem, nós (o povo) nos animarmos, termos um pingo de esperança e, depois de
algum tempo, decepção...
Vejo
a situação calamitosa da saúde, da educação, dos transportes, da segurança
pública....
Aí, escuto novamente as promessas, promessas, promessas... Sou invadida por uma preguiça
infinita, um desanimo do tamanho do mundo...
Encontro este vídeo do conterrâneo(?) Leonardo Freitas, respiro fundo, renovo meu encanto
por São João, Minas e pelo Brasil. Tendo garimpar, no fundo de mim mesma, um pouco de crença, de esperança...
Sonho com uma São João e com um Brasil
mais cheio de saúde, educação, alimentos, moradias, saneamento básico
eficiente, povo educado, menos corrupção...
Enquanto isso não vem, limpo a rua em frente
à minha casa, onde jogaram embalagens de um lanche qualquer e outros lixos mais...
E,
vamos em frente, desejando, sonhando, fazendo nossa parte, esperando e tentando acreditar, mais uma vez...
A
maioria das fotos, feitas por mim, lá na Serra da Canastra, destinaram-se a um
banco de fotos para consulta e inspiração para os meus trabalhos de bordado
livre com a máquina de costura (thereadpainting).
Independente
deste motivo, são fotos nas quais minha saudade, meu pensamento e minhas lembranças viajam felizes...
A Serra da Canastra fica no centro-sul de Minas Gerais.
Seu nome é devido ao formato paralelepipedal (palavra bonita
esta, hem?) que lembra as antigas canastras (baús).
Foto de R.Corner
A cachoeira Casca D’Anta, que despenca de um dos cortes naturais do paredão da serra, tem
aproximadamente 190 m de altura é uma das suas atrações.
A nascente do “grande Chico”, 14 quilômetros antes da Casca D´Anta, é muito feinha. Está
mais para brejo, um monte de poções de água que se juntam formando um
riachinho. Uma vez riachinho, ele mostra o quanto será bonito daí para frente.
O “Chiquinho” visto da parte de cima da serra, no chapadão,
antes de despencar como a Casca D´Anta.
Foi a minha 5ª visita à Serra da Canastra e acredito que não
será a última!
Na próxima semana mostrarei um pouco da fauna desse lugar
encantado.