Em frente ao Teatro Municipal,
aqui, na minha cidade, há uma ponte com transito exclusivo para pedestres e
ciclistas.
De vez em quando, por ali, encontramos alguém vendendo a produção doméstica de alguma fruta: mangas ubá, tangerinas, jambos e algumas outras raridades...
Passando, por lá, com minha cunhada, paramos para ver um rapaz com um carrinho de mão cheio de umas bolotas marrons bem interessantes.
-Moço, que é isso?
-Macadâmia, meu anjo!
E declamava um texto decoradinho decoradinho com as propriedades da noz.
As “anjas” presentes ouvíamos
entre divertidas e interessadas. A bolota era uma sumidade: boa para o coração, artrite,
artrose, pressão alta, colesterol, energética e possuía os ômega 3, 7 e
9! O máximo!
Nós, anjas burrinhas,
incultas e distraídas só já ouvíramos falar no ômega 3!
O moço tinha, bem acomodada no carrinho, uma pedra onde colocava uma noz, dava-lhe uma martelada certeira quebrando-a e oferecendo a castanha para as "anjas" interessadas provarem. Muito gostosa!
O preço era razoável e compramos
um tanto.
As bolotas estão numa
cumbuquinha, enfeitando a cozinha. São
lindas, e agradáveis ao tato.
Quebra-las para comer o conteúdo? Bem, isso é outra história... Eu deveria ter comprado a tal pedrinha do moço também pois, sem ela para apoiar a bolotinha, é uma missão quase impossível. Casca duríssima e escorregadia. Não adianta apoia-las no cimento pois pulam longe ao darmos a martelada.
Moral da história: anja sem
pedrinha não come macadâmia com ômega 3, 7 e 9! Viu, meu anjo?
