Não temos pássaros em gaiolas. Somos totalmente
contra. Não gostamos nem de ver aqueles que já nasceram em cativeiro e que os
criadores dizem perfeitamente adaptados e que morreriam na natureza...
Ano passado, uma sabiá instalou-se para chocar na
varanda da frente. Foi bem-vinda apesar dos pequenos transtornos que nos trouxe
(visitas entrando pelos fundos, e outros cuidados vários para não assustá-los...).
Ela botou 2 ovinhos mas, era a mãe mais
desnaturada e ordinária que já vi. O ninho ficava vazio a maior parte do tempo,
o ovinho foi chocado quase que só com o calor do sol.
Um dia, apareceu o pimpolho e foi batizado de Neném (bebê).
Parei de fotografar para não assusta-lo. E, maiorzinho,
ele saiu do ninho, passou toda a tarde pousado no vaso de xaxim que estava ao
lado e, no outro dia, voou para o chão.
Os dois dias seguintes foram de muita apreensão
para a mãe que, nesse momento, deu bastante assistência ao filhote e para mim que, fiquei
vigiando-o para que os cachorros não o pegassem. Desnecessário dizer que, nessa
ocasião, “jurei de pés juntos” – por que esta expressão? Não me pergunte, aqui
em Minas a usamos muito! - que, nunca mais, deixaria passarinho nenhum fazer
ninho na varanda...
Pois bem, o Neném aprendeu a voar e mora por aqui. Às vezes, chega bem perto de mim... acredito que, se acostumou comigo,
minha voz e não tem medo.
De uns dias prá cá, deu para brigar com a própria
imagem refletida nos vidros da porta da minha oficina... Está um caso
sério... isso, sem falar da sujeira que está fazendo (e o cheiro???)... pousa nos vasos de orquídea
“aduba” todas...
Pendurei uma sacola plástica, CDs pois, costumam, com o reflexo, espantar pássaros,
fiz um espantalho com um cabo de vassoura e tirinhas de pano e nada o
afugenta... agora, só me restou cobrir os vidros com jornal...
A marmota completa:
SOCORRO!!!!
Alguém que entenda de Nenéns dominadores
de territórios pode me ajudar, o que eu faço para afasta-lo ? ! ? ! ? ! ?
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Jurar de pés juntos
Declarar enfaticamente ser verdade aquilo que se diz. Nas torturas executadas pela Inquisição, o torturado tinha as mãos e os pés amarrados juntamente e era torturado para nada dizer além da verdade. Dessa forma essa expressão é utilizada para se dizer que é uma jura onde não irá se mentir, como deveria ser.
Fonte: http://www.dicionariodegirias.com.br