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terça-feira, 24 de setembro de 2013

TALHA ou FILTRO? LINDA PEÇA, DOCE LEMBRANÇA.

Talha ou filtro? Conheço pelos dois nomes e, aqui, usarei a denominação antiga, lá da casa da infância: talha.


A lembrança mais antiga, dela, me encontra, bem pequena, talvez com uns quatro anos de idade, ou menos ainda. Ficava na copa (sala de refeições), da nossa casa, num canto da parede, sobre uma peça de mármore branco.

Acredito, ter sido um dos sonhos de consumo da minha mãe que, a achava linda  o que ela, de fato, é!

Tinha porém, um grande e grave defeito para uma talha: a água guardada nela não fica fresquinha como convém à água de beber, a louça não possui esta capacidade térmica. Lembro-me que, nas tardes de verão, costuma-se colocar gelo dentro para amenizar este problema.

Um dia, saiu do seu pedestal e, simplesmente, foi para dento de um armário, sendo substituída por outra, de barro, que nos proporcionava, embora com menos beleza, água fresquinha. E neste armário ficou anos e anos.

Agora, saiu do ostracismo e, em peanha de madeira, feita especialmente para ela, com a solenidade de grande dama, enfeita nossa varanda.



Sugeriram-me plantasse algo nela... Nem cogito tal coisa! Imagine só danificar esta preciosidade... Até a torneirinha é original e não tem nenhuma trinca ou  quebradinho.




Nas lembranças, antigas, me encontro, também, com muito medo das carantonhas de leão que a enfeitam. Agora, estou criando o mito que, estas carrancas, protegem, a casa, dos maus espíritos a exemplo das que enfeitam as barcaças do rio São Francisco.


Ando, ansiosa, na expectativa da chegada de outra preciosidade que pertenceu a minha mãe. Será? Vamos ver, até o fim da semana saberei.