Algumas das nossas árvores do
quintal são aroeiras. Quando nos mudamos eu, muito metida a sabichona, munida
de um podãozinho aparei alguns galhos que estavam obstruindo a circulação. O
resultado foi uma erupção brava nos antebraços. Uma coceira que me deixava tão
enlouquecida que passava gelo para aliviar. Fiquei sabendo, pelo dermatologista,
que foi bom eu fazer isto pois, o gelo, inibe a ação do veneno (falando em
linguagem bem popular). Nunca mais tirei (pessoalmente) nem uma folhinha dessas
árvores. Gato escaldado tem medo até de
água fria...
A crendice popular ensina que devemos falar: "Licença Comadre!" para passar debaixo das aroeiras e eu, pelo sim ou pelo não, tenho obedecido e nunca mais tive problemas.
Estes dias, o quintal está
envolvido num suave e agradável perfume. São as aroeiras floridas.
Uma verdadeira usina de mel se
instalou nos cachos de flor. É bom ficar longe pois, o perigo de esbarrar em
alguma abelha e ela, se sentindo ferida, chamar as outras é grande.
Outros bichinhos também estão por
ali.
O chão parece um tapete com tantas
florzinhas caídas. São minúsculas (menos de 0.5cm).
Daqui a um tempinho teremos
dezenas de pássaros se alimentando com as frutinhas que virão.
Obrigada Comadres!